Informativo Despachante Rio de Janeiro

Cinco anos de ruas mais seguras no RJ

O panorama do trânsito e da saúde do Rio de Janeiro era extremamente negativo há exatos cinco anos, quando a Operação Lei Seca colocou sua primeira blitz nas ruas. Em junho de 2008, o então presidente Lula sancionou a Lei 11.705/98, conhecida como a Lei Seca, para reverter uma grave estatística da realidade brasileira: só no ano da publicação da lei, o país teve mais de 2,5 mil mortes e 30 mil acidentes nas ruas e estradas.

O Governo do Estado do Rio de Janeiro, com o objetivo de criar uma política pública que tirasse a lei do papel evitando tragédias nas ruas, somou forças em diversos órgãos. Com a união entre a Polícia Militar, o Detran e a Secretaria de Governo – além de parceria com a CET-Rio e Guarda Municipal – surgiu a Operação Lei Seca.

Em cinco anos, foram realizadas diariamente ações de fiscalização e educação. Blitzes espalhadas por todo o estado, ao mesmo tempo em que agentes de conscientização, vítimas da combinação álcool e direção, percorriam escolas, universidades, empresas, bares e restaurantes para conversar com as pessoas e explicar os efeitos nocivos dessa mistura. Meia década depois de seu início, o coordenador-geral da operação, major Marco Andrade, faz um balanço do trabalho realizado.

– A Operação Lei Seca é um serviço de qualidade oferecido pelo governo do estado do Rio de Janeiro, que se tornou referência no combate à alcoolemia, e diminuição dos acidentes de trânsito. Ao longo dos últimos cinco anos, abordamos mais de 1,4 milhões de motoristas, e constatamos que a sociedade fluminense realmente apoia esse projeto. São 32% a menos em mortes, 27% menos acidentes e 30% menos condutores flagrados. É um número para comemorar, um indicativo da mudança de comportamento da sociedade fluminense, que é o grande objetivo da Operação Lei Seca. São cinco anos de conquista e de credibilidade junto à população – afirma.

Major fazendo doação de sangue

Major fazendo doação de sangue

A comemoração dos cinco anos começou com uma missa, celebrada na Igreja da Candelária, com a participação de todos os membros da Operação Lei Seca. Os agentes depois seguiram para o Terreirão do Samba, onde foi realizada uma grande campanha de doação de sangue, em parceria com o Hemorio. No total, 298 pessoas compareceram ao estande montado no local, e 226 bolsas de sangue foram coletadas – uma bolsa pode salvar até quatro vidas. Durante a cerimônia, o vice-governador Luiz Fernando Pezão ressaltou a importância da operação para o estado.

– Quero parabenizar o major Marco Andrade, e sua dedicação à frente desse grande projeto que é a Operação Lei Seca. Hoje é um exemplo para o Brasil e para o mundo. Temos um dado extraordinário que é a redução das emergências nos hospitais, de traumas e mortes, e de vidas que foram salvas. É uma alegria ver que essa lei veio para ficar – revela.

O secretário de Governo, Wilson Carlos, agradeceu o comprometimento de todos os membros da operação.

– Obrigado ao governador Sérgio Cabral e ao vice-governador Pezão, por sempre ter dado todo o apoio necessário para que essa operação pudesse salvar vidas. Obrigado aos policiais militares, que trabalham todas as noites nas blitzes, garantindo a segurança do cidadão carioca. Obrigado a todos os agentes da Secretaria de Governo, membros que não aparecem, mas que são fundamentais para o sucesso. Obrigado a todos os portadores de necessidades especiais, que estão todos os dias nas ruas fazendo um grande trabalho de conscientização. Vocês estão conseguindo fazer uma das coisas mais difíceis, que é mudar a cultura da população – disse.

Fonte: Operação Lei Seca – www.operacaoleisecarj.rj.gov.br

45 mil condutores possuem a CNH suspensa no Rio de Janeiro

Olá pessoal!

Tudo bem?

O Rio de Janeiro soma hoje 45 mil condutores suspensos pelo fato de ter superado 20 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Se optarem por dirigir em vez de cumprir os dois meses de penalidade, e se forem flagrados pela fiscalização, esses condutores podem ficar mais dois anos impedidos de assumir o volante e terão que passar novamente por todas as etapas de avaliação para recuperar a CNH. Além de terem o documento cassado, violar a suspensão do direito de dirigir configura crime de trânsito, sujeito a penas de seis meses a um ano de detenção.

cnh suspensa

Centros de Formação de Condutores relatam: “Não vale a pena arriscar. Uma vez suspenso o direito de dirigir, cumpra o período de suspensão, faça o curso de reciclagem e regularize seu prontuário de trânsito para evitar transtornos”, recomenda o diretor-geral do Detran/RS, Ildo Mário Szinvelski.

Desde que começou a aplicar a penalidade de cassação, em 2012, o Detran/RS abriu 17,6 mil processos de cassação do direito de dirigir, dos quais quase 16 mil por violação da suspensão e 1,6 mil por reincidência em infrações que preveem a penalidade, incluindo dirigir sob o efeito de álcool, promover ou praticar corrida (racha), conduzir veículo com habilitação de categoria diferente da do veículo que esteja conduzindo, entregar ou permitir a direção do veículo a pessoa não regularmente habilitada.

Se este é o seu caso, nós te ajudamos! Entre em contato conosco e solicite um orçamento, atendemos em todo o Brasil!

Lei Seca e a Suspensão da CNH

Blitz Lei Seca no Rio de Janeiro

Blitz Lei Seca no Rio de Janeiro

As consequências para quem é pego dirigindo embriagado ou sob influência de entorpecentes, se divide em duas esferas: criminal e administrativa.

Na esfera administrativa, acarretará uma multa gravíssima de R$ 1.915,40 e 7 pontos na carteira, além da suspensão da CNH por 12 meses.

Na esfera criminal, o condutor pode ser autuado e preso se o policial constatar por bafômetro e exames médicos a embriaguez, com detenção de 6 meses a 3 anos.

 

Álcool no sangue

A margem de tolerância no teste do bafômetro foi reduzida. Se antes o limite era de 0,1 miligrama de álcool por litro de ar, agora o valor caiu para 0,05 miligrama de álcool por litro de ar.

Sinais

Se o agente de trânsito perceber um conjunto de comportamentos, como sonolência, olhos avermelhados, vômito, soluços, desordem nas vestes e odor de álcool no hálito, o motorista também pode ser autuado sem a obrigatoriedade de um exame de sangue ou do bafômetro.

Provas

Testemunhas e imagens também servem como prova. Antes, só se podia aplicar a penalidade ao condutor que concordasse em se submeter ao bafômetro ou ao exame de sangue, o que impedia, em muitos casos, os flagrantes, já que ninguém é obrigado a produzir prova contra si mesmo.